Alimentos que causam cólica no bebê: guia completo para reduzir o desconforto
Cuidar de um bebê com cólica é um dos maiores desafios dos primeiros meses de vida do seu filho. E uma dúvida muito comum entre as mães é se a própria alimentação delas pode estar piorando o desconforto do pequeno, e a resposta é simples: sim, pode.
Se o seu bebê está mais irritado, experimente incluir alimentos in natura ou minimamente processados, como folhas verdes, grãos integrais e proteínas magras, e evitar lanches ultraprocessados e ricos em açúcar.
Além disso, vale ter atenção a alimentos como laticínios, cafeína e preparações muito condimentadas, que às vezes podem contribuir para o desconforto1.
Ao longo deste artigo, você vai entender quais alimentos que causam cólica no bebê a mãe deve evitar, como montar um cardápio para lactante e o que considerar na escolha da fórmula infantil.
Mas aqui vai um alerta: qualquer mudança na alimentação deve ser discutida com um médico ou nutricionista.
Entendendo a cólica em bebês e seus possíveis gatilhos
A cólica em bebês costuma começar nas primeiras semanas após o nascimento e pode durar até os três ou quatro meses de vida2. Seu bebê pode passar rapidamente do sorriso ao choro, principalmente no fim da tarde ou à noite. Embora seja uma fase passageira, ela pode colocar à prova a paciência dos pais.
O que causa cólica no bebê
As causas exatas da cólica em bebês ainda são um mistério, e diferentes teorias apontam para gatilhos variados.
Uma das causas mais discutidas é o sistema digestivo imaturo do bebê, que pode ter dificuldade para processar certos alimentos, levando a gases, inchaço abdominal e desconforto3.
Alguns nenéns também podem apresentar sensibilidade alimentar a componentes presentes no leite materno, o que pode desencadear os sintomas. Outras causas possíveis incluem desequilíbrios no microbioma intestinal, excesso de estímulos ou estresse no ambiente familiar1.
Justamente por ser algo tão incerto, em vez de eliminar alimentos logo de início, uma abordagem menos radical é observar e registrar o que foi consumido quando o bebê apresentou o desconforto. Esse acompanhamento ajuda a identificar padrões antes de partir para restrições alimentares.
Se houver suspeita de relação com algum alimento, a retirada temporária pode ser considerada, sempre com orientação de um médico ou nutricionista.
O impacto da alimentação das mães que amamentam sobre a cólica
Você provavelmente já ouviu a expressão "comer por dois" durante a gravidez. Na amamentação, essa lógica continua.
Então fica a pergunta: o que as mães que amamentam devem evitar para não causar cólica no bebê?
Como a alimentação da mãe afeta o bebê
A alimentação materna afeta diretamente o bebê porque tudo o que a mãe come pode, de alguma forma, chegar ao leite materno. Diferentes proteínas, alérgenos e compostos presentes nos alimentos podem passar para o leite e, consequentemente, para o bebê.
Se o seu filho tiver sensibilidade alimentar a algum desses componentes, isso pode causar desconforto digestivo e intensificar o choro. Por exemplo, se o neném tiver sensibilidade à proteína do leite de vaca, o consumo de laticínios pela mãe pode piorar os sintomas de cólica1.
Reconhecer essa relação é o primeiro passo para entender como ajustar a alimentação em busca de mais conforto para o bebê3.
Gatilhos alimentares comuns
Alguns alimentos têm sido identificados como possíveis gatilhos para a cólica em bebês que são amamentados. Conhecer as substâncias que causam cólica ajuda a mãe a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.
Entre os alimentos que lactantes devem evitar estão:
- Laticínios: a proteína do leite de vaca é um dos desencadeadores mais frequentes. Bebês com sensibilidade a essa proteína podem apresentar piora dos sintomas quando a mãe que amamenta consome laticínios1.
- Cafeína: presente no café, alguns chás, chimarrão, chocolate e alguns refrigerantes, a cafeína pode passar para o leite materno e causar irritabilidade e alterações no sono do bebê, agravando a cólica1.
- Alimentos picantes ou muito temperados: temperos podem alterar o sabor do leite materno e, em alguns casos, causar desconforto em certos bebês, embora isso seja menos comum1.
- Alguns vegetais: brócolis, couve-flor e repolho são conhecidos por causar gases em adultos, e algo semelhante pode acontecer com bebês quando a mãe consome esses alimentos1.
- Frutas e sucos cítricos: a alta acidez pode provocar desconforto gastrointestinal em bebês, levando a sintomas semelhantes aos da cólica1.
Como ajudar um bebê com cólica: orientações alimentares para mães que amamentam
Como mãe que amamenta, é natural querer oferecer a melhor nutrição possível ao seu bebê. Às vezes, a sua alimentação pode precisar de alguns ajustes para favorecer esse cuidado.
A boa notícia é que existem formas de identificar quais alimentos podem estar causando desconforto no pequeno2, como por exemplo através de uma dieta de eliminação. Falaremos mais sobre ela a seguir.
Testando uma dieta de eliminação: como identificar os alimentos que causam cólica no bebê
A dieta de eliminação consiste em retirar temporariamente os alimentos que lactantes devem evitar, como leite e derivados, soja, trigo, ovos, oleaginosas e cafeína, e reintroduzi-los aos poucos, um de cada vez.
Assim, fica mais fácil perceber se algum deles está relacionado ao aparecimento ou à piora dos sintomas de cólica no bebê1.
Importante: as mudanças da sua dieta devem ser reportadas e acompanhadas por um profissional de saúde qualificado, que irá garantir a melhor nutrição para você e seu bebê.
Acompanhando os sinais e reintroduzindo alimentos
Depois da fase de eliminação, observe como o bebê reage à reintrodução de cada alimento. Isso ajuda a identificar gatilhos específicos de sensibilidade alimentar.
Se alguma refeição piorar os sintomas, retire novamente a substância e converse com um profissional de saúde antes de tentar reintroduzi-la. Manter anotações detalhadas durante esse período ajuda a perceber padrões e entender melhor as reações do bebê3.
A alimentação do bebê: fórmula infantil e sensibilidades alimentares
Quando o assunto é fórmula infantil e sensibilidades alimentares, cada bebê pode reagir de um jeito diferente. Vamos entender melhor o que pode surgir nesse caminho e como lidar com isso da melhor forma possível.
Tipos de fórmula infantil
Para bebês alimentados com fórmula, o tipo de produto utilizado pode influenciar os sintomas de cólica.
As fórmulas padrão à base de leite de vaca podem não ser adequadas para todos os bebês, especialmente para aqueles com sensibilidade à proteína do leite. Nesses casos, mudar para outro tipo de fórmula infantil pode ajudar a aliviar os sintomas.
Algumas alternativas incluem:
- Fórmula à base de soja: indicada para bebês com sensibilidade ao leite de vaca, embora alguns bebês também possam reagir à soja1.
- Fórmula hipoalergênica: formulada para bebês com múltiplas sensibilidades alimentares. As proteínas são extensamente hidrolisadas, ou seja, quebradas em partículas menores e mais fáceis de digerir1.
- Fórmula sem lactose: para bebês com intolerância à lactose, essa opção pode ajudar a reduzir os sintomas de cólica1.
Como a escolha da fórmula depende das necessidades de cada bebê, essa decisão deve sempre ser tomada com orientação do pediatra ou nutricionista.
Sinais de sensibilidade alimentar em bebês
Identificar sensibilidade alimentar em bebês pode ser difícil, já que os sintomas podem ser sutis ou se parecer com outras questões comuns nessa fase.
Ainda assim, alguns sinais merecem atenção:
- Gases em excesso: gases frequentes que causam desconforto e choro podem indicar sensibilidade1.
- Regurgitação frequente ou vômitos: golfar é comum em bebês, mas vômitos persistentes e intensos podem sugerir intolerância3.
- Eczema ou irritações na pele: alergias ou sensibilidades às vezes podem se manifestar por meio de alterações na pele3.
- Diarreia ou constipação: alterações no ritmo intestinal, especialmente quando acompanhadas de desconforto, podem ser um sinal de intolerância alimentar1.
Como organizar suas mudanças alimentares de forma leve
Montar um cardápio para a lactante evitar cólicas no bebê não precisa ser complicado. Antes de fazer mudanças na alimentação, vale considerar algumas estratégias simples:
- Converse com profissionais de saúde: antes de qualquer mudança importante, fale com o pediatra ou com um nutricionista. Esses profissionais podem oferecer orientações adequadas às necessidades específicas do bebê e garantir que os ajustes não prejudiquem a nutrição geral da criança3.
- Mantenha um diário alimentar: registrar o que a mãe come e qualquer mudança nos sintomas de cólica do bebê ajuda a identificar padrões. Anote detalhes como o horário em que o alimento foi consumido e quando os sintomas apareceram2.
- Faça ajustes graduais: mudanças drásticas podem ser difíceis de manter e dificultar a identificação do que está ajudando. O ideal é retirar um possível “alimento gatilho” por vez e observar a reação do bebê ao longo de algumas semanas1.
Conclusão
Alguns ajustes na alimentação podem ajudar a aliviar a cólica no bebê, trazendo mais tranquilidade para pais e cuidadores. Em alguns casos, mudanças na dieta da mãe que amamenta ou na fórmula infantil, para bebês alimentados com esse substituto do leite materno, podem reduzir os sintomas.
Ainda assim, é importante entender que nem todo desconforto do bebê está ligado à alimentação. Por isso, diante de dúvidas ou sintomas persistentes, o mais indicado é buscar avaliação médica.
E lembre-se: ajustar a alimentação não significa abrir mão de todos os seus alimentos preferidos. A proposta é encontrar equilíbrio e fazer pequenos ajustes que podem fazer diferença no dia a dia.
A cólica geralmente é uma fase passageira e, com as medidas certas, é possível tornar esse período mais tranquilo para o seu bebê1.
Conclusão
Colocar prebióticos e probióticos no dia a dia não precisa ser difícil. Fazendo pequenas mudanças intencionais na dieta, seja com um iogurte a mais no café ou aumentando a porção de vegetais no jantar, você já começa a sentir os benefícios incríveis de um intestino saudável.
Lembre-se: trata-se de progresso, e não de perfeição1,2,3.
Fique Informado
Descubra como diferentes gatilhos diários podem estar contribuindo para o desequilíbrio da flora intestinal e como um bom probiótico pode ser o aliado que você tanto precisava!
REFERÊNCIAS
Fontes:
- Dietary manipulations for infantile colic. Canadian Pediatric Society. NUTRITION COMMITTEE NOTE. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2791658/
- Randomised clinical trial: reducing the intake of dietary FODMAPs of breastfeeding mothers is associated with a greater improvement of the symptoms of infantile colic than for a typical diet. Marina Iacovou, Peter R. Gibson, Simon S. Craig, Greg W. Yelland, Jacqueline S. Barrett, Jane G. Muir. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30306603/
- Maternal Adherence to a Dairy-free Mediterranean Diet and Symptoms of Colic and Allergy in Exclusively Breastfed Infants: A Randomized-Controlled Study. Maya Bassil, Marya Hanna, and Joanna Nawfal. Lebanese American University; and Sophia Maternity. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7258378/
MAT-BR-2601672 – MAI/2026